terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Preud' homme: A muralha Belga e um dos maiores micos do Fluminense


Na época foi o maior mico pago por um clube tradicional de futebol, esses dias o Horta (ex presidente) e integrante da diretoria na época confidenciou que houve um raxa nos conselheiros e devido esse problema o goleiro não fechou.


Frustração marca posse do novo presidente do Fluminense 23h46 - 07/01/99
23h46 - 07/01/99
Agência JB No Rio de Janeiro O goleiro Preud’homme foi o grande ausente na festa de posse do presidente do Fluminense, David Fischel, nesta quinta à noite, nas Laranjeiras. A contratação do goleiro belga, anunciada pelo vice de futebol, Francisco Horta, acabou se transformando numa frustração. Preud’homme, que chegou ao Rio na véspera, foi convocado às pressas pelo presidente do Benfica, João Vale e Azevedo, para voltar a Lisboa e se reapresentar ao clube com o qual tem contrato até junho de 2000. "O Benfica tem o jogador sob contrato. Se necessário vamos até à Fifa para assegurarmos nossos direitos", disse, em Lisboa, o presidente do Benfica. Preud’homme voltou nesta noite mesmo para Lisboa. Ele acabou realizando um rápido passeio pelo Rio. O goleiro chegou a sair em busca de um apartamento para alugar, mas a intransigência do presidente do Benfica - que não admite negociar o seu passe - fez com que o goleiro desistisse de sua transferência. Não foi necessário sequer conversar com sua mulher para dar a Horta a notícia que os torcedores do Fluminense não gostariam de ouvir. "Se o Fluminense quer o Preud’homme terá de esperar até julho de 2000", disse o presidente do Benfica. Em Valença, o técnico Carlos Alberto Parreira recebeu com decepção a notícia de que não contará mais com Michel Preud’homme. "Mas nada vai nos tirar o entusiasmo de recuperar o time. Vamos continuar trabalhando", disse Parreira

O presidente do Fluminense, David Fischel, promete voltar à carga no final de junho, quando termina a temporada 98/99 em Portugal, para ter o goleiro no Fluminense. "Não perdi a esperança", disse. Na posse de David Fischel, o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, era a presença mais entusiasmada. Conde estava tão empolgado que chegou a cantar o hino do clube em emissoras de rádio. "A diretoria do Fluminense conseguiu contratar o melhor técnico do Brasil, o Parreira, e um artilheiro como o Túlio. O Fluminense vai voltar a ser grande", disse. Empolgado também estava o ministro dos Esportes, Rafael Greca. "Um clube que tem torcedores que vão de Chico Buarque a Pedro Malan merece a presença do ministro", disse Greca, acrescentando que estava representando a "mocidade esportiva do país". O governador Anthony Garotinho foi representado pela primeira-dama, Rosinha.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

BOBÔ: O BOM BAIANO 1991 à 1993


Meia habilidoso que praticamente ganhou o Brasileiro de 88 sozinho pelo Bahia, veio do São Paulo trocado pelo atacante Rinaldo, na época Telê aceitou a troca devido o potencial do atacante que vez o outra era convocado por Falcão(técnico) da seleção. Bobô fez dupla de ataque com Ézio em 91 e 92 juntos fizeram boas campanhas sendo vice Carioca E da Copa Do Brasi nestes mesmos anos.

Bobô tinha fala mansa, e um futebol arrojado como Ézio fez parte de uma época de poucos investimentos no clube, na verdade só foi contratado porque quase não houve custo para o Fluminense. Os primeiros jogos do meia foram de alto nivel com arrancadas e tabelas que resultavam em quase 90% dos gols da equipe. Quis o destino que o algóz de 88 viésse a vestir a camisa do Flu, o mesmo foi responsável pela eliminação do Fluminense na semifinal do Brasileiro daquele ano.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SUPER ÉZIO: O MATADOR 1991 À 1995


Ézio chegou no Flu no final de 1990, canhoto e de bom posicionamento e grande impulsão logo virou titular na época havia defendido a Portuguesa de Desportos e alguns clubes de média expressão do Rio de Janeiro como Americano e Bangu. Sua contratação não teve muita badalação na época devido o Flu ter contratado alguns outros jogadores como o famoso Bobô(campeão Brasileiro pelo Bahia em 88) e o até então candidado a famoso Telvio (irmão do Túlio maravilha) que de tão ruim depois de 3 jogos não ficou nem no banco.

Na minha memória o gol mais inesquecível foi contra a própria Portuguesa seu ex clube, em pleno Canindé, Ézio desempatou o jogo para Flu ampliando para 2x1 e classificando o time para a semifinal de 91 no Brasileiro naquele dia muitos como eu perceberam que ele seria nosso idolo. Antes disso no Carioca se tornou artilheiro da competição coisa que não acontecia há muito tempo deste 1980 com Claudio Adão. Ézio fazendo menção ao Botafogo foi uma estrela solitária no Flu durante muito tempo, apesar de equipes fracas ele sempre se sobressaiu fez muitos gols importantes ganhou o apelido de Super Ézio do narrador Januário de Oliveira e com isso fez fama no futebol Brasileiro, para os tricolores na casa dos 30 anos como eu Ézio foi o grande ídolo da nossa geração. Valeu Ézio por tudo que representou para nação tricolor.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

RICARDO PINTO: O Goleiro que não deixou saudades no Fluminense


Em 88 começava um processo de renovação no clube alguns juniores de futuro como Alexandre Torres, Donizete, Rangel, Marcelo Henrique,Silvio(centroavante) eram efetivados aos poucos no elenco profissional, dentre eles um jogador causava euforia pelo potencial técnico, se tratava do jovem goleiro Ricardo Pinto, ná época Paulo Victor não conseguiu se entender com a diretoria presidida pelo Sr. Fabio Egito que se negara a renovar o seu contrato e com isso fora negociado com o simpático "Amériquinha". Ricardo Pinto era arrojado, estilo voador naquele Brasileiro quando as partidas terminavam empatadas iam para o penaltes aí começava a bater a saudade de Paulo Victor, não era o forte do Ricardo pegar penaltes muito menos sair do gol tanto por baixo quanto por cima, havia jogos memoráveis que caiam no esquecimento em uma única falha que acabava colocando tudo à perder, pegou fama de goleiro irregular operava milagres seguidos de frangos foram longos 5 anos entregando finais, Logo veio Jéfferson que pouco fez e acabou cedendo espaço para a volta do frango quer dizer pinto. Anos mais tarde vestindo a camisa do Atlético PR. beijos no escudo e beijos para a torcida nas Laranjeiras lotada resultou num linxamento coletivo no goleiro, atitude covarde de uma torcida abalado com o rebaixamento que estava por vir.

Certa vez numa final de Carioca falhou feio num gol de Valdir bigode, se por um lado ÉZIO fazia seus gols memoráveis por outro o goleiro falhava em momentos cruciais.

Ricardo Pinto como profissional praticamente nunca conseguiu um título significativo NÃO DEIXOU SAUDADES

Paulo Victor: A ultima grande muralha do Fluminense 1981 À 1988




Uma das repercussões mais frequentes e constrangedoras da aterosclerose sobre a mente humana é a dificuldade em recorrer à memória recente. O sujeito é capaz de lembrar a roupa com a qual foi batizado ou do paladar da primeira mamadeira, mas não há como estar seguro se tomou o café da manhã, nem consegue saber onde estão os óculos que, aliás, lhe vão sobre a cabeça. Esse lamentável e alarmante quadro clínico se refere à repercussão que a coluna Papo de Bar teve sobre o meu grupo, ao fazer – com o mesmo título acima – uma justa homenagem ao goleiro do nosso último tricampeonato, Paulo Victor. Meus amigos são capazes de informar a metragem correta da fita roxa que Marcos de Mendonça usava sobre o calção, mas travaram diante de fatos ocorridos na recentíssima década de 80.Entre os vários comentários suscitados pelo excelente texto do Marcus Vinícius Caldeira, nosso companheiro Zeca Pereira manifestou interesse quanto a dois aspectos: 1) Tendo em vista que o Paulo Victor, antes de vir para o Fluminense, jogava no inexpressivo Vitória (ES), como chamou a atenção do Fluminense?; 2) Como foi o início do goleiro no Fluminense? Nossa perplexidade foi resolvida pelo Adionson, o componente mais novo da turma, que se prontificou a nos minimizar o vexame.No final de 1980, após conquistarmos o título estadual, houve um jogo amistoso entre as seleções de juniores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, na preliminar do clássico local Desportiva Ferroviária e Rio Branco. Na ponta-esquerda da nossa seleção estava o Paulinho (Carioca) e, na delegação, seu pai e funcionário do Fluminense, Roberto Alvarenga. Sua presença na partida tinha um caráter mais relevante do que simplesmente acompanhar o filho: a missão de avaliar um promissor meia-esquerda do Desportiva Ferroviária: Geovani. Como se sabe, o objetivo inicial não foi bem sucedido, pois o jogador acabou se transferindo para o Vasco da Gama, mas o experiente Roberto Alvarenga voltou encantado com a atuação do goleiro da preliminar.
Dessa forma, em 1981, Paulo Victor cruzava os portões de Álvaro Chaves. Seu carisma pessoal e o imenso potencial técnico, amadurecido sob as ordens do Prof. João Carlos Travassos, viriam a transformá-lo em digno herdeiro da camisa número 1 e ídolo da torcida tricolor. No entanto, seu início no clube foi bastante difícil, pois passou quase um ano na reserva de Paulo Goulart. Não bastasse a longa espera, sua estreia, no Campeonato Brasileiro de 1982 - contra a Portuguesa de Desportos – envolveu-o em um episódio que poderia marcar negativamente a carreira.As intensas chuvas daquele dia deixaram o gramado do Estádio do Canindé cheio de possas, e uma delas deteve uma bola que sairia pela linha de fundos. Certo desse destino, Paulo Victor apenas acompanhava sua trajetória, de costas para o campo. Um atacante adversário antecipou-se e marcou um gol difícil de justificar. No entanto, qualquer temor da torcida se desfez a partir da estreia no Maracanã, quando tivemos a clara demonstração dele haver caído nas graças de nosso santo protetor. No jogo contra o Campinense tivemos duas bolas na trave e um pênalti chutado para fora. Não havia dúvida: São Castilho já o abançoara.A sucessão de atuações sempre seguras, o tricampeonato estadual e o título nacional o levaram, quase com naturalidade, à convocação para a Seleção Brasileira, com vistas à Copa do Mundo de 1986. No entanto, um desentendimento com o treinador da Seleção Pré-Olímpica, Carlos Alberto Silva – o mesmo que agrediu Bebeto no vestiário -, parece ter inviabilizado sua permanência entre os convocados.Entre as tantas alegrias que Paulo Victor nos proporcionou, resolvemos recordar apenas uma, escolhida por consenso: 1988, Fla- Flu do 1º. turno, 1 x 0 (gol do nosso lateral-direito, Cacau), fim de jogo, pênalti contra nós. A torcida rubro-negra atrás da baliza acende uma cascata de fogos de artifício e faz um alarde ensurdecedor. Nosso goleiro demonstra uma concentração imperturbável, como se o estádio estivesse vazio, como se naquele momento só existissem ele, a bola e o cobrador. Andrade chuta forte, rasteiro, no canto esquerdo, Paulo Victor espalma para escanteio e, antes que se faça a cobrança, acena para a torcida adversária, como se agradecesse a comemoração antecipada da grande defesa.
Felizmente, tivemos a oportunidade de lhe reconhecer os bons serviços e lhe oferecer uma consagração que raros ídolos receberam. Em 1994, no final de carreira, Paulo Victor jogava pelo Volta Redonda e precisou enfrentar o Fluminense. Em declaração ao jornal Lance!, ele mesmo revela o ocorrido: Implorei para não jogar, não aguentaria. Mas fui obrigado e lá fui eu. Laranjeiras lotada. Pênalti para o Fluminense. Eu não sabia mais o que fazer. O Ézio bateu e eu defendi. Achei que seria linchado, mas ouvi o estádio inteiro gritando - É Paulo Victor! É Paulo Victor!